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quarta-feira, 19 de maio de 2021

NOVOS PONTOS

PONTOS DE CIGANOS


 1- Oh cirandeiro, oh cirandeiro ó
A pedra do seu anel
Brilha mais do que o sol
Oh cirandeiro, oh cirandeiro ó
Com o seu pandeiro
A rosa vermelha no cabelo
Como é bonito
Ver a cigana no terreiro

2- Ganhei uma barraca velha
Foi a cigana quem me deu
O que é meu é da cigana
O que é dela não é meu
Ciganinha puerê
Puerê, puerá
Ciganinha puerê
Puerê, puerá

3- Arruma acampamento
Os ciganos vem ai
Eles vem de muito longe 
Pra acampar sua tribo aqui
E a caravana vem 
Pelo mundo a fora
E a caravana vem
Pelo mundo a fora
Wladimir e cigana Carmem
Ja chegaram por aqui
Quanta luz, quanta alegria
Faz a tenda reluzir
E a caravana vem 
Pelo mundo a fora
E a caravana vem 
Pelo mundo a fora

4- Uma cigana leu a minha mão
Meu Deus eu não sei quem é
É Sulamita é, é Sulamita é
É Sulamita uma cigana de fé

5- São tantas flores
Que tem no seu jardim
São tantas flores tão lindas
E tem uma rosa para mim
Tem uma rosa
Tem uma rosa sim
No jardim da ciganinha
Tem uma rosa para mim
Tem rosas de amor
Rosas de caridade
Tem rosas de alegria
Rosas de felicidade

6- Cigana linda do olhar feiticeiro
Cigana das Rosas Vermelhas
O seu perfume tem o feitiço
De matar o feiticeiro
A sua cor
Ela transmite o amor
O seu perfume 
A alegria de viver
Oh cigana linda
Oh linda cigana
Ciganinha do amor

7- Numa cabana florestal
Apareceu uma linda cigana
Vestida toda de ouro
Esperando seu amor chegar
E de repente um cigano surgia
Com seu violino na mão
Tocando sem parar
E deu início para a festa começar
E a cigana sorria
Com o que ele dizia
Para o seu coração
És a luz da minha vida
A estrela que ilumina 
O meu viver
Cigana
Baila comogo e faz a ronda
Com seu pandeiro e as castanholas
Que eu canto pra você

8- Lendo minhas mãos
Em cada traço ela dizia
Que no meu destino
Estava tudo o que eu queria
Eu perguntei a ela
Linda cigana que me parou na rua
Como pode ver nas mãos
O que meu coração tanto procura?
É que eu tenho um dom
Dom da magia
De um povo que sabe caminhar
Sobre areias
Verdes campinas
Acendem a fogueira e dançam ao luar

9- Cigano filho do vento
Me mostra seu encantamento
Trás seu punhal seu violino
Com liberdade a caminhar
Carrega grandes mistérios
E faz do céu seu único teto
Quem é esse rei justiceiro?
É Wladimir esse grande guerreiro
Quem é esse rei justiceiro?
É Wladimir esse grande guerreiro

10- Quem nesse mundo 
Nunca ouviu dizer
Quem nesse mundo 
Nunca ouviu falar
De uma cigana 
Que mora naquela estrada 
Ela tem sua morada
Sobre o clarão do luar
Cigana da estrada
Força poderosa
Me dê proteção e axé
Ciganinha formosa

11- Vinha caminhando pela rua
Quando uma moça bonita eu vi
Com sua sandália de prata
Sua saia dourada 
Ela sorriu para mim
Eu perguntei a ela
Aonde fica sua morada
Ela respondeu pra mim assim
Moro numa estrada sem fim
Moro numa estrada sem fim

12- Se seu alecrim deu flor meu senhor
Foi o cigano quem passou
Ele deu sete voltas no mundo
Em tudo ele caminhou
Ele deu sete voltas no mundo
E aqui ele chegou

13- Cigano Ramon em alto mar
Ouço o galo cantar
Se ele é dono de um corsário pirata
Não era galo
Era encanto de cigano
Era um papagaio
Que pousava no seu ombro

14- Ciganinha, ciganinha
Da sandália de pau
Quando ele bate o pé
Ela traz o bem
E leva o mal

15- De longe eu vim
Eu cruzei sete pedreiras
Eu passei por cachoeiras
Onde mora aieieu
Lá nas campina
Onde a lua é prateada
Eu sou o cigano da alvorada
Eu sou cigano eu sou mais eu
Com minha viola
Eu sou mais eu
Eu sou cigano
Eu sou mais eu

16- Que fizeram de ti
Oh flor pequenina
Que fizeram de ti
Fizeram me muitas ruínas
Da lua a luz, do sol o calor
Dos vales mais belos
Dos campos em flor
Minha cigana és minha guia
Me traga paz e muita alegria









quarta-feira, 28 de abril de 2021

Novos Pontos

 Olá Axé a todos

Mais uns pontos de Iansã

Pra ver todos da um clique ao lado e deixe sua sugestão 

Axé


1
Eparrey Oyá
Dona dos ventos mensageira de Oxalá

Saravá grande guerreira
Dona do sol e da lua
Minha santa padroeira 
Que me traz e me conduz
Proteção pra esses filhos
Eparrei o bela Oyá
Moça linda de Aruanda
Venha nos abençoar

Eparrey Oyá
Dona dos ventos mensageira de Oxalá

2
Sonhei um sonho lindo
Sonho tão lindo que me encantou
Eu me banhava com as águas da Oxum
Que desciam da pedreira de Xangô
Tempo virava, ventos e trovão roncou
Era bela Oyá
Que no meu sonho vinha para me ajudar

Ela bailava sem ter os pés no chão
Com sua espada e seu cálice na mão
Era Iansã me dando sua proteção

3
Olha quem vem com o vento
Olha quem vem com a chuva
Vem na mudança do tempo
Pra essa banda segura
É Iansã, dona da ventania
Grande guerreira que vem nos salvar
Traz a coroa de bela rainha
E o poder de uma iabá

domingo, 25 de abril de 2021

VOCÊ MERECE ESTAR NA UMBANDA?


Quem não está para doar também não está para receber...
Todos querem...
Todos querem incorporar o Erê mais fofo, o Caboclo mais forte, o Pai-Velho mais sábio, o Exú ou Pomba Gira mais temível.
Poucos incorporam as doutrinas, os ensinamentos, os alertas, os conselhos, as recomendações...
Todos querem fazer trabalhos nas matas, nas praias, nas montanhas, nos rios, nas estradas, no cemitério....
Poucos querem varrer o chão, tirar o lixo, lavar a louça, arrumar as cadeiras, justamente no Terreiro onde os Orixás, Guias e Protetores trazem sua luz...
Todos querem trabalhar com oferendas de velas, ervas, alguidares, elementos mágicos....
Poucos querem raspar a tábua, esvaziar os cinzeiros, lavar os alguidares, raspar o respingo de vela..
Todos querem aprender mirongas, banhos, encantamentos, fórmulas, pontos riscados...
Poucos querem respeitar a hierarquia, acatar as normas, saudar e respeitar o chão santo...
Todos querem ver, ouvir, sentir, receber intuição...
Poucos querem ouvir as razões, ver as fraquezas, sentir a sensibilidade, intuir as carências de seu irmão...
Todos querem firmar o congá, cruzar imagem, vestir o branco, cantar pontos, bater palma, riscar a tábua...
Poucos querem ter humildade, serenidade e sinceridade...
Todos querem a roupa mais vistosa, a Guia mais elaborada, o chapéu, o brinco, a capa, a saia, o instrumento mais exótico...
Poucos querem se vestir com a armadura da fé, se vestir com as armas da coragem... e pior ainda, não querem se despir do orgulho, da vaidade e da arrogância...
Todos querem, poucos fazem
Todos querem, poucos recebem.
Todos reclamam, poucos aprendem.
Poucos olham pra dentro de si mesmos ou para o lado...
A UMBANDA quer ser para todos,
mas a UMBANDA, infelizmente, é para poucos...
Umbanda é coisa séria para pessoas sérias e responsáveis
Via; internet

terça-feira, 23 de março de 2021

PEMBA

 PARA QUE SERVE A PEMBA??

Você sabe o que é Pemba e para que serve na Umbanda?
A Pemba tem como matéria prima o calcário, rochas sedimentares, composto de ferro, argila, cálcio, calcita, fluorita, entre outros minérios naturais. É verdade também que a pemba usada hoje não é a mesma usada pelos mais antigos, a qual era importada da África e a matéria prima era Caulim. Ambas tem formato oval para facilitar a utilização.A pemba é também um dos elementos mais utilizados dentro da Umbanda, pois praticamente todo e qualquer ritual existe a necessidade da utilização da pemba, pode ser usada para pontos riscados, cruzamentos, imantações, descarrego, energizações, condensar energias, consagrar objetos e etc.
A pemba é um dos elementos que ligam o mundo espiritual ao mundo material, no qual os Guias de luz se utilizam para realizar os seus trabalhos e firmarem suas energias dentro do terreiro ou onde necessitarem.Também é utilizada em rituais importantíssimos como: curas, benzimentos, batizado, amaci, cruzamento de Capitão, cruzamento de Ogã, feitura de Pai pequeno, feitura de Pai de Santo, casamentos, coroas, abertura e encerramentos de trabalhos espirituais, aberturas de Terreiros entre outros.A pemba é tão importante que fazemos referencias na Umbanda como Lei de Pemba que é a Lei Divina, filho de pemba” que é filho de Deus. Devemos respeitar e utilizar essa ferramenta importantíssima com cautela e zelo.
Na abertura dos trabalhos saudamos a pemba com um ponto especifico:
Deus Salve a Pemba
Também salve a toalha
Salve a Coroa
É de nosso Zambi é o maior
Devemos considerar também que como tudo na Umbanda existe ritual e magia, uma pemba sem um Espírito não passa de um Giz, assim um “médium” sem conhecimento e sem a devida proteção não passará de uma criança com um giz em mãos!
Um Grande Abraço e Axé a Todos!!
Fonte: Estudos De Umbanda Ofc

sábado, 3 de outubro de 2020

A HISTÓRIA DO CABOCLO PENA BRANCA

Nasceu em aproximadamente 1425, na região central do Brasil, hoje, entre Brasília e Goiás, onde seu pai era o Cacique da tribo. Era o filho mais velho de seus pais e desde cedo se mostrou com um diferencial entre os outros índios da mesma tribo, era de uma extraordinária inteligência.


Na época não havia o costume de fazer intercâmbios e trocas de alimentos entre tribos, apenas algumas faziam isto, pois havia uma cultura de subsistência, mas o Cacique Pena Branca foi um dos primeiros a incentivar a melhora de condições das tribos, e por isso assumiu a tarefa de fazer intercâmbios com outras tribos, entre elas a Jê ou Tapuia, e Nuaruaque ou Caríba.

Quando fazia uma de suas peregrinações ele conheceu na região do nordeste brasileiro (hoje Bahia), uma índia que viria a ser a sua mulher, chamava-se "Flor da Manhã" a qual foi sempre o seu apoio.

Como cacique, foi respeitado pela sua tribo de tupis, assim como por todas as outras tribos e continuou, apesar disso, seu trabalho de itinerante por todo o Brasil na tentativa de fortalecer e unir a cultura indígena.

Certo dia Pena Branca estava em cima de um monte na região da atual Bahia, e foi o primeiro a avistar a chegada dos portugueses nas suas naus, com grandes cruzes vermelhas no leme. Esteve presente na 1ª missa realizada no Brasil pelos jesuítas, na figura de Frei Henrique de Coimbra.

Desde então procurou ser o porta-voz entre índios e os portugueses, sendo precavido pela desconfiança das intenções daqueles homens brancos que ofereciam objetos, como espelhos e pentes, para agradá-los.

Aprendeu rapidamente o português e a cultura cristã com os jesuítas.

Os escambos, comércio de pau-brasil entre índios e portugueses, eram vistos com reservas por Pena Branca, pois ali começaram as épocas de escravidão indígena e a intenção de Pena Branca sempre foi a de progredir culturalmente com a chegada desses novos povos, aos quais ele chamava de amigos.

Morre com 104 anos de idade, em 1529, o Cacique Pena Branca, deixando grande saudade em todos os índios do Brasil, sendo reconhecido na espiritualidade como servidor na assistência aos índios brasileiros, junto com outros espíritos, como o Cacique Cobra Coral.

terça-feira, 28 de julho de 2020

YEMANJÀ OGUNTÉ

Está maravilhosa Yagbá, apresenta-se jovem super proterora, sedutora, ardilosa e muito guerreira. Aquela guerreira terrível que carrega, presa à cintura, um facão e outras armas de ferro confeccionadas por Ogum Alagbedé, seu marido. Dizem que é rancorosa, severa e violenta. Porém por trás de todo esse senso indomável e justiceira; se esconde uma mulher Dengosa. Ogunté é de caráter vingativo, muito rígida e não perdoa uma ofensa, ainda mais se ela tiver em sua razão. Vive com Ogum em campanhas de guerra e seu filho Ogunjá. Em muitos Terreiros, ela também luta ao lado de Oxaguian e teve um papel importantíssimo na fundação de Ejigbò. Tu és Rainha, a Senhora das águas que ninguém segura, as águas violentas, que saem arrastando tudo. Guerreira como Yansã, Ògùntè, a que dança faceiramente; aquela que baila e todos para pra te contemplar e saudar. Dona do canto mais alto e profundo, diz à lenda que Ògùntè chamava Ogum Alagbedé, com um canto agudo, que podia ser ouvido de qualquer parte. Essa Yemanjá representa a força e a luta. Gosta de dançar também com uma serpente (jibóia) enroscada nos braços. Foi ela que ensinou Erinlè, a arte da cura; Ògùntè tem estreitas ligações com Babá Egún, daí vem à questão do seu animal favorito, o carneiro. É a guerreira do Castelo de Olokun (que é a grande ancestral mãe de todas as Yemanjá). A Porteira de Olokun, vive perto das praias no encontro das águas com as pedras sendo seu habitat as pedras, os arrecifes dos mares e dos rios, é a ela que pertecem os corais e os animais predadores dos Oceanos. A Yemanjá exigente, a Yagbá que gosta que seus animais sejam castrados na hora do sacrifício. Yemanjá das sete estrelas, a mãe que reprime mais não deixa ninguém tocar a mão. A Yagbá que está sempre disposta a ajudar, mas se errar com ela muito CUIDADO!! A bondade dela chega na mesma medida da repreensão.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

UMBANDA ENSINAMENTO


MÉDIUNS INICIANTES

Não imite a incorporação dos outros...

Cada médium é único! 

Assim como cada Guia trabalha de forma unica...

Parte do desenvolvimento mediúnico...

É este processo pessoal de auto descoberta...

Aprender com naturalidade suas manifestações 
mediúnicas...

Pois é assim que se acontece o desenvolvimento!

É muito importante, neste período...

Não se preocupar com os trejeitos exteriores...

Se a entidade que trabalha com você irá girar ou não... 

Bater no peito ou não... 

Gritar ou não...

Entre outras características! 

Você descobrirá gradualmente, no tempo correto...

Se você forçar a sua incorporação...

Para que ela fique semelhante à de outro médium...

Você perderá aquilo que é único de sua mediunidade... 

Você nega aquilo que lhe é natural...

E impede que os Guias trabalhem como desejam...

Um dos hábitos mais equivocados...

Que um médium iniciante pode adquirir...

É comparar-se com seus irmãos de corrente...

Por mais que você possa admirar as entidades de um medium...

Entenda que sua mediunidade não é igual a dele...

Cada pessoa possui a sua próprio processo...

E nenhuma forma de trabalhar é melhor do que outra...

Perante o Pai, somos todos pequeninos...

Porém iguais em nossas diferenças!

Não tente ser como o outros...

Os guias que se manifestam...

Através de sua mediunidade são poderosos...

Tenha certeza, quando for o momento de você participar do atendimento...

A própria espiritualidade encaminhará...

Aqueles que precisam destes guias...

Para receberem suas graças...

Médiuns iniciantes, saibam confiar no que sentem...

Aprendam e saiba esperar!

Este é um dos alicerces fundamentais do bom desenvolvimento mediúnico...

Paciência e conhecimento!

Podem acontecer alguns excessos no caminho...

Mas para isto sevirão os dirigentes do seu terreiro para lhe orientar...

O objetivo principal, devemos sempre reforçar...

É o exercício da caridade!

E do aprendizado maior que é a humildade!

Esta é a essência da Umbanda...

E para que isso ocorra!

Cabe aos médiuns assumirem suas próprias características...

Permitido que os guias trabalhem como desejam...

Sejam natural, não forcem! 

Para não correrem o risco de mistificações...

(Mony Chaves)

(Creditos: Unidos Pela Fé da Umbanda)

VIA: INTERNET 
Terreiro de Umbanda Caboclo Pena Branca

domingo, 5 de abril de 2020

PRECE DE CARITAS


Deus nosso Pai, 
Que Sois todo poder e bondade, 
Dai força àqueles que passam pela provação, 
Dai luz àqueles que procuram a verdade,
E ponde no coração do homem a compaixão e a caridade. 
Deus
Dai ao viajante a estrela Guia, 
Ao aflito a consolação, 
Ao doente o repouso. 
Pai
Dai ao culpado o arrependimento, 
Ao espírito, a verdade, 
A criança o guia, 
Ao órfão, o pai. 
Que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criaste. 
Piedade, Senhor, para aqueles que não Vos conhecem, e
Esperança para aqueles que sofrem. 
Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores, 
Derramarem por toda à parte a paz, a esperança e a fé. 
Deus
Um raio, uma faísca do Vosso divino amor pode abrasar a Terra, 
Deixai-nos beber na fonte dessa bondade fecunda e infinita, e
Todas as lagrimas secarão,
Todas as dores acalmar-se-ão. 
Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, 
Como um grito de reconhecimento e de amor. 
Como Moisés sobre a montanha,
Nós Vos esperamos com os braços abertos. 
Oh! bondade, Oh! Poder, Oh! beleza, Oh! perfeição, 
Queremos de alguma sorte merecer Vossa misericórdia.
Deus,
Dai-nos a força no progresso de subir até Vós,
Dai-nos a caridade pura,
Dai-nos a fé e a razão,
Dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas
O espelho onde refletirá um dia a Vossa Santíssima imagem.

terça-feira, 24 de março de 2020

HISTÓRIA DO CABOCLO SETE FLECHAS


   O Caboclo Sete Flechas era um índio Oriundo da Tribo Dos Patachós, que se localizava na Mata Escura na época (entre os anos 200 e 300), onde hoje é o Estado da Bahia, é um Caboclo que vem na Irradiação de Oxóssi, podendo ser cruzado para vir na enviação de todos os Orixás, o que vou lhes explicar agora é que dá sentido ao que falo:
     O Caboclo Sete Flechas recebeu as suas Flechas de 7 Orixás, a mando do Pai Oxalá, conforme segue:
* Oxóssi colocou uma Flecha no seu Braço direito, flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores.
* Ogum colocou uma flecha no seu braço esquerdo, flecha da defesa para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais e espirituais.
* Xangô cruzou uma flecha em seu peito, para nos defender das injustiças da humanidade.
* Iansã Cruzou uma flecha em suas costas, para nos defender de todas as traições de nossos inimigos.
* Iemanjá colocou uma flecha sobre sua perna direita, para abrir os nossos caminhos materiais e na senda da espiritualidade.
* Oxum colocou uma flecha sobre sua perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminar os nossos espíritos e nos defender de todas as forças contrárias à vontade de Deus.
* Omulu/ Obaluaiê entregou em suas sagradas mãos a flecha da força astral superior, para distribuir a humanidade a Divina força da fé e da verdade.
     O Caboclo Sete Flechas tem um conhecimento profundo das ervas e das folhas de nossa flora e da flora de outros países, trabalha na cura, exímio vencedor de grandes demandas espirituais e como alguns costumam dizer ele é um Caboclo Mandingueiro, ou seja, quebrador de mandingas destinadas a seus filhos e a seus protegidos, manipulador das energias do Astral e não fica "preso" a nenhuma vibração, ele trabalha dentro de todas as vibrações Com os Falangeiros que ele comanda.

segunda-feira, 23 de março de 2020

CAMBONES

Falar dos irmãos e irmãs cambones é um privilégio e um imenso prazer. Ainda que muitas vezes eles passem despercebidos aos consulentes e assistência durante o trabalho, são os cambones os grandes responsáveis pelo bom andamento de uma gira. Pois é, eles são de fato, a viga mestre do trabalho.
Cambones (ou cambonos e cambonas) são os médiuns preparados e consagrados ao trabalho de auxiliar e servir aos Mentores e Guias durante os trabalhos. Por esse motivo são preparados para a doutrinação de espíritos menos esclarecidos, e treinados para terem uma concentração excepcional no auxílio da firmeza do ritual.
Quando chega uma entidade em terra que não fala a língua portuguesa, somente o cambone preparado poderá entender o que a entidade está falando. Não quer dizer que o cambone vai saber falar várias línguas desconhecidas e até desaparecidas no tempo. O que ocorre é que o cambone cria uma ligação espiritual com a entidade em questão, onde a mesma conversa ocorre telepaticamente.
Somente os cambones preparados têm a outorga de auxiliar as entidades magísticas, manipulando e contribuindo na realização de magias ou manipulação de elementos diversos. Seu corpo espiritual, assim como o médium incorporante, recebe uma preparação especial antes de seu reencarne para que possa ter estrutura e aguentar os entrechoques do astral.
Faço toda esta exaltação porque estou cansado de ver irmãos cambones questionando sua condição, e pecam ao dizer: “Meu trabalho é dispensável, só sirvo! Qualquer um pode fazer isto (…)”; bem, esta não é a verdade. Caso contrário realmente seria uma baderna se qualquer pessoa pudesse servir aos Mentores.
Como exemplo, um médico faria uma cirurgia sem as enfermeiras? O que seria de um empresário sem uma eficiente secretária? Ou como seria do câmeraman sem o caboman? Entendem? Por menor que pareça, a participação do auxiliar é tão fundamental quanto a presença do ator principal.
Saibam que uma entidade quando incorporada, traz consigo vários espíritos que lhe auxiliam durante os trabalhos, os quais podemos chamar de cambones espirituais. Se não fossem eles, seria uma loucura, e o trabalho da entidade se tornaria inviável. Já pensou? Um caboclo precisa de uma energia tal, aí ele desincorpora e vai buscar; aí, volta e incorpora, e assim por diante. Imaginem!
Loucura, não!?!
Pois é, senhores e senhoras cambones, conscientizem-se de que são muito importantes num trabalho espiritual, e isto não é demagogia, mas saibam que como os médiuns incorporantes vocês devem ser preparados e buscar sempre o maior esclarecimento e estudos acerca da espiritualidade.
São vocês médiuns auxiliares, que doam energias o tempo todo – ainda que não percebam. Um trabalho de Umbanda é formado pelo médium, cambone e a entidade espiritual, o triângulo de um trabalho.
Recebam meu sincero abraço fraterno, todos os cambones que militam nesta seara do amor e fé!
Deixo meu carinho especial à todos os cambonos de nossa aldeia em especial ao cambone chefe.
Salve a Umbanda sagrada ! Saravá!

sexta-feira, 20 de março de 2020

REFLEXÃO

ESTOU SEMPRE CHEGANDO ATRASADO NO TERREIRO...”
Há médiuns que brigaram com o relógio desde pequenos. Acham que ser pontual é coisa de inglês, que brasileiro não precisa cumprir horário, nem compromisso. Nascemos livres para fazer o que bem entender! Dizem.
Esse pensamento precisa mudar urgentemente. Esse é um dos maiores problemas culturais que temos e necessita revisão imediata, para não ficarmos eternamente atrasados em tudo, já que compromisso e pontualidade rege a vida inteira de um indivíduo em seu progresso.
Na obra “Nos Domínios da Mediunidade”, de André Luiz toca sobre o tema. Diz o seguinte: “Faltava dois minutos para as vinte horas quando o dirigente espiritual mais responsável deu entrada no pequeno recinto”.
Ou seja, dois minutos. Nem meia hora antes, nem meia hora depois. Muito menos em um dia qualquer, já que o dirigente material faz sessão quando dá na telha. Um espírito de luz, como um Caboclo ou Preto-Velho também tem seus compromissos. Deixa tudo para vir incorporar em seu médium para cumprir sua Caridade.
É no mínimo um abuso, um desrespeito quando desconsideramos os compromissos que nossos Guias têm, como se eles estivessem sempre à nossa disposição. Repensem sua pontualidade, meus irmãos, antes que os Guias nos abandonem por sermos irresponsáveis em nossas vidas.
Texto:
Miriam Prestes de Oxalá

quinta-feira, 19 de março de 2020

OMOLU

Omolu é a divindade associada à peste e à cura no sistema espiritual yorubá. Omolu é um velho que é saudado com silêncio e austeridade. Todos os Orixás respeitam e todas as pessoas temem sua força.
Este Orixá rege a relação da vida e da morte. Nós como sociedade temos muito o que matar. Nossa relação adoecida com as estruturas sociais, nossa relação com a produção desenfreada, com o consumo, com os mais velhos, com as crianças, com o trabalho, com a coletividade. São tantas chagas a curar que quando me dei conta da gravidade do que estamos enfrentando em tempo de coronavírus só consegui pensar no poder de cura sistêmica representada por Omolu.
Estamos sendo obrigados a brincar com as crianças que trancamos em escolas integrais, a nos preocupar com os mais velhos que trancamos em asilos, a repensar e mudar nossa relação com trabalho priorizando a vida, a parar de consumir desesperadamente, a pensar pela primeira vez desde que o capitalismo se tornou o que é, em renda básica para os mais pobres, a priorizar os mais vulneráveis, a fazer sacrifícios pelo bem do todo. Esse é um poder que só Omolu tem. A perspectiva da morte muda tudo dentro de nós. E ela requer recolhimento, silêncio... Ela requer de nós coisas que não conhecemos, que ficam ocultas debaixo das palhas. A peste não pode nos ver quando nos recolhemos sob as palhas de Omolu.
Assim como no itan que conta a história de Omolu, quando as palhas enfim voarem, na hora certa poderemos ver a cura, a saúde, e a felicidade porque fizemos o sacrifício adequado do silêncio e do recolhimento, matando as coisas que nos adoeciam. Aí então poderemos ver Obaluaê, sua face jovem e resplandecente que transforma chagas em pérolas. Que Omolu varra com seu xaxará toda desgraça e doença do nosso corpo social. E que possamos assumir a grande missão de varrer de nossa sociedade tudo aquilo que já deveria ter sido expulso há muito tempo... A desigualdade, a indiferença, a arrogância, a falta de compreensão holística. Que seu poder cure nosso olhar pra vida, nos fazendo renovar nossos valores e nos comprometer com o que é verdadeiramente importante.
Atotô, meu velho!
Mariah Morena

quinta-feira, 12 de março de 2020

Reencontro!!!


Existem fios invisíveis que nos conectam de forma especial com determinadas pessoas.
Talvez nem tenhamos relações, contatos próximos com ela , ou que só tenhamos visto de relance muito rápido...
Mas no entanto a nossa essência reconhece instantaneamente algo nos olhos, no olhar, na voz, na presença... Por um momento tudo muda e sentimo-nos transportados para outra dimensão, sem entender sem saber o que está acontecendo ou o porquê das nossas reações.
Mesmo que o ego queira interferir e racionalizar o encontro, não há racionalização possível : a sensação não se explica definitivamente há algo no olhar. Uma luz reconhecível e familiar.
Os seus olhos físicos parecem olhar para outro lugar, mas os olhos da tua alma permanecem absortos nos nossos. Não se trata de um simples encontro, mas sim de um reencontro. Talvez um reencontro de apenas alguns segundos.
Depois virá o tempo, e o ego, e a rotina da vida...
Mas irremediavelmente fica algo em nós. Sabemos (nossa essência sabe) que não foi casual.
E que por mais que desejamos ver uma luz idêntica nos olhos de outra pessoa, nada voltará a ser a mesma coisa.
Talvez em outra época, ou em outra dimensão...
Talvez nesta vida mesmo.. Mas para nós, não importa o caminho que tenhamos decidido tomar, sabemos que voltará a ocorrer o reencontro.

terça-feira, 10 de março de 2020

Quem é o nosso real inimigo?


Em primeiro lugar, posso dizer que sou eu mesmo, isto é, meus medos, minha ignorância, meu apego exagerado às coisas supérfluas, minhas indecisões, minha visão pequena, meu egoísmo, minha necessidade de viver de aparências puramente fingidas, meu olhar preconceituoso a tudo que é diferente do que eu penso, meu ódio motivado, minha miserabilidade de espírito, meu desamor, meus julgamentos precipitados, enfim, esses são realmente os meus inimigos, em uma só expressão:
eu mesmo com todas as minhas obscuridades e contradições.
Vencer todas essas debilidades é a minha difícil e importante tarefa nesta vida passageira.
É preciso superar a si próprio! A mediocridade, a arrogância, o jeito pequenino e infantil de ver o mundo, as velhas ideias protocoladas de bem e mal, conceitos que só levam ao lugar comum e pobre chamado preconceito! É necessário superar a forma vil de achar que só você ou somente a comunidade em que pertence, possuem a verdade.
Se a verdade existe, ela é plural, porque a vida é plural.
É preciso superar tudo o que promove a inferioridade de espírito, sim, supere-se, supere esse último homem chamado de pós-moderno.
Supere tudo isso e seja um espírito livre. Seja mais do que mais um, faça mais que existir e viva o belo da vida !
Desperte, pois a vida é um sopro, a qualquer momento a sua existência chegará a um fim. Não se envolva em discussões que não vão agregar nada.Cresça!
Como fazer isso? Simples: busque, mova-se e encontrarás seu próprio caminho! ́

segunda-feira, 9 de março de 2020

EXU DO LODO


O Exu do Lodo, tão temido por alguns que o desconhecem e tão amado por quem já viu seu trabalho ou tem a honra de ser seu cavalo, vem de uma falange de Exus ligados as Almas, ao Orixá Omulu, mas o que poucos sabem é que ele está ligado a Nanã e a Iemanjá, pois sua energia telúrica se funde com a energia aquosa.
Os espíritos desta linha se apresentam curvos e com dificuldades, pois tem uma energia pesada e a maioria usa aparência de velhos feiticeiros. Praticamente todos dos espíritos desta linha foram, Padres, Bispos, Bruxos, Magos ou Feiticeiros em suas vidas na terra.
Quando esse Exu se manifesta (por intermédio de um médium), ele está agachado como se tivesse dificuldade para se levantar, mas na realidade se locomove com rapidez. Os espíritos desta linha se apresentam curvos pois segundo os praticantes da da religião, a sua energia é pesada e todos possuem aparência de velhos.
Exu do Lodo é um dos sentinelas das almas, enviado direto de Omulu que trabalha na transmutação de energias, transformando o lado negativo em positivo. Motivo de usar muito a cor preta que representa a transformação.
Ainda segundo os umbandistas quase sempre que é marcado algum trabalho para essa entidade começa uma garoa (chuva). É a resposta que ele está atento e presente.
Primeiramente Exu do Lodo é uma falange de Exus que são sim espíritos de luz e evoluídos. Ele se chama lodo pois representa a força da vida mesmo em meio a dificuldades, ou seja, que mesmo em meio a podridão do mundo esse Exu tem boa energia e também tem outro significado, que quando o consulente estiver no "lodo" esta entidade vai tira lo de lá, representa tanto a força do Exu quanto o estado de espirito em que se encontram as pessoas que pedem auxilio a ele.
Uma das características marcantes dessa entidade é: A fidelidade! Atributo o qual faz com que ele seja considerado um "Exu casamenteiro", esse compadre é fiel ao seu burro (médium em que ele incorpora) e também ao seu terreiro, não deixando que ninguém de fora mecha nas suas coisas ou se meta em seus trabalhos.
"Exu atira a pedra ontem para acertar o pássaro hoje" uma frase que com toda certeza se aplica a ele, porque é muito astuto, sempre trabalhando para o agora, porém já ajudando no futuro, é muito respeitoso com todos e exige o mesmo em troca, pela ligação com a família da terra atua na área: da cura principalmente, desmancho de trabalho ainda mais feitos com maldade, no amor e em abertura de caminhos.
Não faz distinção, atende dos mais letrados e ricos aos mais humildes e pobres, sempre com a mesma forma de tratamento. Muitos falam que é uma entidade do mal, entretanto não é, faz o bem a quem merece. Gosta de bons charutos, sua bebida é o Whisky e a cerveja branca (bebida de todo Exu), utiliza capa durante a incorporação, suas cores além do preto e vermelho podem ser tons de verde musgo, representando o lodo.
Boa parte dos terreiros de Umbanda se negam a trabalhar com essa entidade, pois, associam ela a energias negativas e a maldade. Muitos acreditam ser uma entidade que afunda a sua vida no lodo, leva para a “lama” os que com ela se comunicam. Já outros religiosos partem em sua defesa e explicam que existe um engano sério que algumas pessoas da própria religião costumam cometer contra essa entidade.
Seus defensores dizem que o lodo é formado em ambientes úmidos que represam impurezas, ou seja numa cachoeira onde a água corre livremente não há lodo, só há lodo onde à infiltração e umidade constante que não é limpo (tais como lugares com energias negativas, essas energias se assemelhariam ao lodo).
O Exu do lodo entraria nesses lugares "carregados" (como os próprios religiosos se referem) e fazem a limpeza dessas energias, tirando o lodo ruim (energia ruim) e restaurando o lodo bom e limpo (energia positiva). Mas é certo afirmar que existe bastante polêmica a respeito dessa entidade, não há um consenso sobre a bondade ou maldade desse ser entre os praticantes da religião.
São grandes curadores e tem um grande poder de alquimia, são protetores dos cientistas e dos alquimistas. É difícil achar médiuns que entrem em contato com esta energia pois é bem pesada e requer muito dos seus cavalos.
Conta que onde é guardião é um dos locais mais profundos, que abaixo dele pouco existe, mas que tem que ter alguém para cuidar mesmo dos piores seres.
Vem em terra quando precisam dele para trabalhar uma energia pesada, não atende qualquer pedido e sabe que é muito confundido com espíritos ruins, mas a verdade é que quando as coisas apertam em muitos terreiros, descobrem que é hora de convidá-lo.